O diagnóstico não apaga a mulher que existe em você
Quando o diagnóstico de autismo ou de uma condição complexa chega, a rotina da casa vira do avesso. O calendário passa a ser guiado por consultas, terapias e cuidados ininterruptos.
No meio dessa avalanche de novas obrigações, a mulher que existe por trás da mãe costuma sumir. Você começa a viver apenas para cuidar. O seu tempo livre evapora. A sua identidade parece se resumir à condição do seu filho.
Cuidar de quem precisa de atenção constante exige uma energia imensa. Mas você não pode se dissolver completamente no processo. A sua saúde é o alicerce que sustenta a família inteira. Se você desabar, a estrutura cai junto.
Reservar pequenos instantes de pausa não é egoísmo. É sobrevivência básica.
Eu escrevo sobre os desafios práticos e emocionais dessa realidade todos os dias no Mães Atípicas na Prática. Se você vive essa rotina e precisa de um espaço seguro para respirar e encontrar identificação, venha fazer parte dessa conversa.
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